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Entrevista Efraim Kapulski - ABAP Week - 23/03/2017http://www.abapweek.com.br/artigo.cfm?id_artigo=328 

"Há um novo papel para o Marketing de Dados"
Por Claudia Penteado

Há 15 anos na liderança da Associação das Empresas de Marketing de Dados (Abemd), Efraim Kapulsky já viveu inúmeras fases do setor e hoje, entre suas prioridades, estão as discussões sobre a liberdade de expressão comercial, a privacidade do consumidor e o marco civil da Internet.

Os investimentos em marketing orientado por dados cresceram mundialmente. Como o Brasil está inserido nessa tendência?


Kapulski - O Brasil está perfeitamente alinhado com o restante do mundo. No segundo semestre do ano passado fomos os responsáveis pela participação brasileira em uma pesquisa global liderada pela Global DMA (reunião independente das Associações de Marketing Direto, Marketing Diálogo e Marketing Data-Driven do mundo) e realizada pelo Winterberry Group, que mostrou valores bem similares em relação ao que anunciantes, agências e outros fornecedores do setor testemunharam em relação aos investimentos nas disciplinas do marketing orientado por dados. Usando uma escala de 1 a 5, os participantes brasileiros obtiveram médias ponderadas de 3,22 em relação ao crescimento dos investimentos verificado em 2015 (mundo: 3,62) e de 3,81 em relação a 2016 (mundo: 3,91). O Brasil teve o maior número de respondentes: 785.

Como isso vem transformando o marketing de uma maneira geral e como afeta as empresas que desenvolvem estratégias para os anunciantes como agências de publicidade e de marketing direto?

Kapulski - A tendência é clara: há um novo papel para o Marketing Orientado por Dados ou simplesmente Marketing de Dados que a Abemd vem adotando. O que antes era uma prática isolada agora desempenha um papel proeminente no desenvolvimento de propostas de valor, mensagens e experiências que abrangem praticamente todos os pontos de contato do cliente. Podemos dizer com tranquilidade que "Marketing de Dados" é agora o padrão para as empresas gerenciarem com sucesso seus esforços de publicidade e marketing em todo o mundo. E, no processo, seus profissionais estão contribuindo decisivamente para elevar o papel e a contribuição da própria função de marketing, que agora serve como um hub central para orquestrar as experiências dos clientes, tornando-as mais ricas, mais atraentes e mais rentáveis para todas as partes envolvidas.

Entre os focos da Abemd está o de ajustar o PL 5.276/2016 referente à proteção de dados. Que ajuste é esse, quais os objetivos e como anda esse processo?

Kapulski - Continuamos empenhados firmemente em aperfeiçoar a legislação. No ano passado conseguimos uma vitória importante quando conseguimos retirar a urgência do Projeto, fazendo com que voltasse à etapa de Audiência Pública. Chegamos inclusive a fazer uma intervenção durante uma das sessões, em que procuramos deixar claro que achamos o projeto bem fundamentado, mas ainda desconectado da realidade operacional das empresas. É preciso avaliar devidamente o impacto prático que alguns pontos poderão causar. Não adianta termos um projeto de lei aprovado, mas não exequível. Novas empresas, especialmente de porte pequeno e médio, poderão se ver impedidas de entrar no mercado, o que significa um alto risco potencial para a nossa capacidade de desenvolvimento e inovação. Mostramos cálculos em que apontamos o potencial de 7% do PIB sair da economia e ir para lugar algum.

Qual tem sido o foco da Abemd no mercado e como esse papel vem se transformando?

Kapulski - A luta pelo aperfeiçoamento da legislação de proteção de dados pessoais faz parte de um cenário maior, que envolve as discussões sobre a privacidade do consumidor e o marco civil da Internet. Em todos os debates a Abemd tem exercido indiscutível liderança. Defendemos, acima de tudo, um sistema de autorregulamentação que garanta o desenvolvimento das atividades econômicas do setor sem intervenções legais ou governamentais que coloquem freios à livre manifestação comercial. Além da regulamentação dos dados pessoais, a Abemd há muitos anos tem incentivado a divulgação dos dados públicos em posse das autoridades, preservando a intimidade e segurança do Estado. A Abemd entende que os Dados Públicos podem ser fonte geradora de riqueza e devem ser compartilhados com toda a sociedade.

 


 

 

Repercussão:  Resultado da 3ª Edição da Pesquisa Mundial - Global DMA 2016

Site Meio e Mensagem - 06/02/17 - http://www.meioemensagem.com.br/home/marketing/2017/02/06/marketing-orientado-por-dados-avanca-no-pais.html 

 

 Marketing orientado por dados avança no País

Estudo global da MediaMath em parceria com o Winterberry Group mostra que 36% dos profissionais brasileiros entrevistados aumentaram as verbas para a área

Os profissionais de marketing brasileiros se basearam significativamente em dados para orientar suas campanhas em 2016: 36% dos executivos aumentaram seus investimentos em marketing e publicidade orientados por dados, em comparação com 26% no ano anterior. Além disso, quase dois terços esperam aumentar investimentos em publicidade digital em 2017.  Os dados são de um estudo global feito pela GDMA e pelo Winterberry Group, em parceria com a MediaMath, empresa de mídia programática.

A terceira edição do estudo anual “Análise Global de Marketing e Publicidade Orientados por Dados” traz uma análise comparativa entre mais de três mil profissionais de 18 mercados, com dados recolhidos entre julho e outubro de 2016. No Brasil, a iniciativa foi coordenada pela Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd) e obteve respostas de 785 profissionais, o que coloca o país em primeiro lugar em relação ao número de respondentes. Veja o resultado da pesquisa aqui.

A otimização do orçamento para múltiplos canais, com o objetivo de aumentar o ROI, parece ser a estratégia principal dos profissionais neste momento. No Brasil, 53,3% dos profissionais de marketing dizem que eles ou seus clientes avaliaram ou iniciaram avanços em métricas de marketing, mensuração e atribuição. O objetivo dessa estratégia é otimizar resultados, em vez de analisar métricas de baixa relevância para o negócio. A lógica é a de que quanto mais fontes de dados, melhores as chances de encontrar prospects semelhantes aos melhores clientes de uma empresa, e também conectar com clientes off-line com base em comportamentos online.

Para os executivos consultados, o marketing de dados pode ser potencializado pela  Internet das Coisas (41,3%), avanços gerais em marketing analytics/segmentação preditiva (39,7%) e avanços gerais em métricas de marketing, mensuração e atribuição (36%).

Apesar do crescimento da área, cerca de 21% dos entrevistados pretendem manter seus investimentos na área estáveis. Globalmente, 53% dos consultados disseram que aumentaram seus investimentos em marketing de dados em 2016. 

 

 

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Entrevista Propaganda e Marketing - 06/02/17 - http://abemd.org.br/noticias/imprensa-repercute-estudo-global-sobre-uso-de-dados-no-marketing-e-na-publicidade 

 

 

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Propaganda e Marketing - http://propmark.com.br/mercado/pesquisa-reforca-tendencia-do-marketing-orientado-para-dados

 

Pesquisa reforça tendência do marketing orientado para dados

Mais da metade dos entrevistados (53,4%) disseram que investem mais na área

por PROPMARK   - publicado em 31 de janeiro, 2017 - 11:36

 

Dados são fundamentais para o marketing. É o que mostra  a terceira edição do estudo The Global Review of Data-Driven Marketing and Advertising, realizado com empresas e anunciantes do mundo inteiro. Segundo a pesquisa,  79,6% dos entrevistados globais disseram que os dados dos clientes são críticos para seus esforços de marketing e publicidade, semelhante aos 81,3% e 80,4%, que expressaram sentimento semelhante em 2015 e 2014.

Mais da metade dos entrevistados em escala global (53,4%) também disseram que aumentaram seus gastos com marketing orientado por dados em 2016 em comparação com o ano anterior, enquanto 35,8% disseram que seus investimentos permaneceram estáveis. As despesas aumentaram mais substancialmente entre os canais digitais. Aqui no Brasil, 73% dos entrevistados declararam que dados são importantes para seus esforços de publicidade e marketing

Cerca de 3.200 profissionais de marketing,  de 18 países, participaram da pesquisa. No Brasil, a iniciativa foi coordenada pela Abemd e obteve respostas de 785 profissionais.

Os resultados completos da pesquisa estão publicados no relatório The Global Review of Data-Driven Marketing and Advertising, da Global DMA (uma aliança que reúne atualmente 27 associações de marketing independentes ao redor do mundo) e do Winterberry Group (uma consultoria estratégica especializada em publicidade, marketing, mídia e informação com sede nos EUA). 

"Estamos muito orgulhosos dos profissionais e das empresas brasileiras, que compreenderam a importância de participar de um estudo tão abrangente", comentou Efraim Kapulski, presidente da Abemd. “Graças a essa participação, empresas e anunciantes do mundo inteiro estão garantindo benchmarks mais claros para suas campanhas e, assim, podendo alocar suas verbas em conformidade com as melhores práticas globais, e desenvolvendo estratégias para a utilização dos dados disponíveis de maneira significativa, responsável ​​e de fácil acesso". 

"Todo marketing eficaz é alimentado por dados, mas também depende de encontrar o lugar e o momento certo para mostrar uma mensagem de marketing e medir os esforços de forma inteligente, voltado para os resultados do negócio", disse Joanna O'Connell, CMO da MediaMath. "Os profissionais de marketing estão percebendo que vão além de ter apenas um monte de dados –  eles têm que segmentar e analisar seus públicos de forma mais detalhada para, em seguida, alcançá-los e atraí-los através dos canais e dispositivos utilizados em suas campanhas de marketing".

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