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Em 15 de junho, o WhatsApp elegeu o Brasil para ser o palco da estreia global do seu serviço de pagamentos online e imediatamente provocou a reação de outro personagem. Em 23 de junho, o Banco Central barrou o serviço, sob a alegação de “preservar um adequado ambiente competitivo”. Para isso, alterou a circular 3.682, de 2013, adicionando seu poder de veto a novas ofertas de pagamentos no País. Para parte do mercado, a mudança repentina da regra atendeu à pressão dos grandes bancos privados. Outra interpretação, porém, circula nos bastidores: a de que o BC agiu, de fato, para proteger o PIX, sua plataforma de pagamentos instantâneos, que será lançada em novembro. De acordo com uma reportagem do jornal Valor Econômico, o BC estaria disposto agora a antecipar o pré-lançamento da plataforma para setembro. O papel dos bancos e sua suposta influência na decisão do BC também é questionado. Especialmente pelo fato de que, no mercado, comenta-se que todos eles foram convidados a participar do serviço do WhatsApp. Mas não aderiram. alegando que suas equipes de TI estariam sobrecarregadas com a Covid-19. A pressão dessas instituições não teria sido exercida, porém, pelo serviço em si, mas pela percepção do risco que esse primeiro passo traria para o setor. Além de estar sob o guarda-chuva do poderio financeiro de um gigante como o Facebook, outros fatores reforçam essa ameaça. O WhatsApp tem 120 milhões de usuários no País, de todas as classes sociais e com alto grau de engajamento. Em média, eles gastam 1h30 por dia no aplicativo. “Os bancos perceberam que iriam perder o monopólio da última milha do pagamento”, diz um executivo, para quem, o Facebook não se importa, necessariamente, com a receita do serviço. E sim, com outra moeda, muito relevante para os bancos e qualquer empresa: os dados e hábitos dos usuários. Há quem entenda que todos os elos tiveram seus erros nessa discussão. “O serviço já vinha sendo testado há bastante tempo, mas isso deveria ter sido melhor comunicado ao BC”, diz outra fonte. Ao mesmo tempo, ele ressalta que houve uma resposta exagerada e desnecessária do BC e dos grandes bancos. Fonte: Neofeed

 

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